Consulta CNAME
Verifique o CNAME de qualquer nome (check CNAME) e siga a cadeia salto a salto, perguntada aos próprios servidores de nomes de cada zona: cada apelido com o TTL e quem o respondeu, a plataforma por trás do destino e os endereços finais. Destinos órfãos, loops e cadeias longas são apontados, com a correção.
Consultado exatamente como digitado: o www. e os subdomínios ficam como estão, e um IDN é enviado em punycode.
O que é um registro CNAME?
Um registro CNAME (canonical name, ou nome canônico) torna um nome um apelido (alias) de outro. Pergunte pelo apelido e o DNS responde: consulte este outro nome no lugar. O valor é sempre um nome, nunca um endereço IP (RFC 1034 §3.6.2).
Os resolvedores seguem o apelido por você e retornam os endereços do destino na mesma resposta, então o navegador nem percebe. É por isso que as plataformas pedem um: você aponta o www para o nome delas uma vez, e elas podem trocar de servidores sem que você mexa no seu DNS.
A rigor, o nome canônico é o destino; chamar o apelido de "um CNAME" é a abreviação comum. Um nome com CNAME não pode conter mais nada e só pode ter um CNAME (RFC 2181 §10.1), então o topo de uma zona, que precisa conter os registros SOA e NS dela, não pode ter um (RFC 1034 §4.2.1).
- Você consultawww.github.com
- CNAME · 1 h
- O nome canônicogithub.com
- A · 1 min
- O endereço · AS8075 Microsoft20.207.73.82
- www.github.comCNAMEgithub.como mesmo domínio
- www.rust-lang.orgCNAMErust-lang.github.ioGitHub Pages
- www.cursor.comCNAMEcname.vercel-dns.comVercel
- docs.github.comA185.199.108.154+3 maissem apelido: endereços próprios
Como verificar um registro CNAME
Digite o nome acima e clique em Consultar CNAME: a ferramenta pergunta ao próprio servidor de nomes de cada zona, salto a salto, e desenha a cadeia. No computador, o dig faz isso numa linha: peça o tipo A e a resposta lista primeiro cada apelido, depois os endereços.
Peça o tipo CNAME para ver só o primeiro apelido. O Windows tem o nslookup -type=cname, o PowerShell o Resolve-DnsName -Type CNAME, e o host -t cname imprime uma frase.
Duas pegadinhas: um resolvedor mostra quanto do TTL ainda resta no cache dele, não o TTL que a zona define, e o dig +short descarta os TTLs e os nomes de proprietário, então uma cadeia sai como uma lista simples.
dig www.example.com A +noall +answerCada apelido com o TTL, depois os endereços. O +short imprime só os destinos, sem os TTLs.
$ dig www.nytimes.com A +noall +answer www.nytimes.com. 12902IN CNAME www.prd.map.nytimes.com.3 www.prd.map.nytimes.com. 482 IN CNAME www.prd.map.nytimes.xovr.nyt.net. www.prd.map.nytimes.xovr.nyt.net. 260 IN CNAME nytimes.map.fastly.net. nytimes.map.fastly.net. 28 IN A 151.101.1.1644 nytimes.map.fastly.net. 28 IN A 151.101.129.164 nytimes.map.fastly.net. 28 IN A 151.101.193.164 nytimes.map.fastly.net. 28 IN A 151.101.65.164 $ dig www.nytimes.com +short5 www.prd.map.nytimes.com. # sem TTL nem nomes de proprietário www.prd.map.nytimes.xovr.nyt.net. nytimes.map.fastly.net. 151.101.1.164 151.101.129.164 151.101.193.164 151.101.65.164
- O nome que você consultou. A primeira coluna de cada linha é o proprietário (owner) do registro.
- Segundos restantes no cache do Google: 290 s dos 600 s da zona. O próprio servidor da zona mostra o TTL completo.
- CNAME → o próximo nome. 3 apelidos aqui, então 3 linhas como esta.
- Os endereços pertencem ao último nome da cadeia: são os da Fastly, TTL 1 min na zona.
- O
+shortesconde o TTL e os nomes de proprietário: só restam os destinos e os endereços.
A mesma pergunta em outras ferramentas
$ nslookup -type=cname www.nytimes.com
Non-authoritative answer:
www.nytimes.com canonical name = www.prd.map.nytimes.com.PS> Resolve-DnsName www.nytimes.com -Type CNAME # uma linha por registro: o nome, o tipo, o TTL e o destino
$ host -t cname www.nytimes.com
www.nytimes.com is an alias for www.prd.map.nytimes.com.o nslookup como o macOS o imprime; o Windows organiza a mesma resposta de um jeito um pouco diferente.
Como ler o resultado
O topo diz numa frase onde o nome termina e por quantos apelidos, com a marca da plataforma; as notas abaixo são as constatações que importam. A contagem é de registros CNAME: www.github.com → github.com é 1, não 2.
A visualização Cadeia lista cada registro como o servidor da própria zona o respondeu, com a zona, o servidor, a flag AA e o TTL, e depois as leituras: loop, comprimento, destinos ausentes, outros dados ao lado de um CNAME. Cópias põe a cópia em cache do Google e a da Cloudflare de cada registro ao lado da cópia da zona. À direita, a coluna azul-marinho desenha a cadeia: um loop como um anel, um destino ausente com a linha interrompida.

O vereditoOnde o nome termina, por quantos apelidos, a plataforma e a rede dos endereços.As cópias em cacheA cópia do Google e a da Cloudflare de cada registro, o tempo que resta em cada uma e quando uma edição no primeiro aparece.Cada registro, salto a saltoO destino e o TTL como a zona os contém, o servidor que respondeu, a flag AA e o tempo.A cadeiaO nome, cada apelido com a zona e o TTL, depois os endereços finais e a rede deles.CNAME vs. registro A
Um registro A contém um endereço: docs.github.com → 185.199.108.154. Um CNAME contém um nome: www.github.com → github.com, e o endereço vem do próprio registro A desse nome.
Use um registro A para o seu próprio servidor e para o domínio raiz. Use um CNAME quando uma plataforma lhe dá um nome para o qual apontar (Vercel, GitHub Pages, uma CDN, a chave DKIM de um serviço de e-mail): quando ela troca de servidor, o seu registro acompanha sozinho.
O preço é uma consulta a mais por apelido e as regras rígidas: nada mais nesse nome, e nunca no topo da zona.
github.comum endereço IPv4: 185.199.108.154CNAME no domínio raiz: ALIAS, ANAME e CNAME flattening
A raiz de um domínio (github.com) é o topo da zona dele, e o topo precisa conter os registros SOA e NS da zona. Um CNAME não admite nada ao lado, então não pode ficar ali: as duas regras se chocam (RFC 1034 §4.2.1, RFC 2181 §10.1).
Os provedores de DNS contornam isso nos próprios servidores: eles mesmos seguem o destino e respondem com os endereços dele. A Cloudflare chama isso de CNAME flattening (achatamento de CNAME), o Route 53 de registro de alias (alias record), o DNSimple e o NS1 de ALIAS, o DNS Made Easy de ANAME. Os resolvedores só veem A e AAAA, então nenhuma consulta consegue mostrar o apelido por trás deles.
Não existe um ANAME padrão: o rascunho da IETF expirou em 2019. O caminho padrão é o registro HTTPS em AliasMode (RFC 9460), que só os clientes que o pedem usam, então a raiz ainda precisa dos registros A.
github.com.topo da zona
- SOAdns1.p08.nsone.net. hostmaster.nsone.net. …
- NS8 servidores: NS1 + Route 53
- MX github-com.mail.protection.outlook.com.
- A20.207.73.82
- CNAME
anything.example.net.
Um CNAME precisa ficar sozinho, e estes registros precisam estar aqui: por isso, nada de CNAME na raiz.
O que os provedores de DNS oferecem no lugarOs resolvedores veem
- Cloudflare · CNAME flatteningativo por padrão na raiz, em todos os planosA · AAAA
- Amazon Route 53 · registro de aliaspara recursos da AWS ou um registro na mesma zonaA · AAAA
- DNSimple · ALIASconsulta o destino quando perguntadoA · AAAA
- NS1 (IBM) · ALIASA · AAAA
- DNS Made Easy · ANAMEA · AAAA
- Azure DNS · conjunto de registros de aliasA · AAAA
- registro HTTPS em AliasMode · RFC 9460o único padrão: por serviço, para os clientes que o pedemHTTPS
Cadeias CNAME, TTLs e quanto tempo uma alteração leva
Um apelido pode apontar para outro apelido: www.microsoft.com passa por dois, www.nytimes.com por três. Cada registro da cadeia tem o próprio TTL e fica em cache separadamente, então as cópias expiram em momentos diferentes (RFC 1034 §5.3.3).
Por isso o menor TTL não é a espera. O endereço final da Microsoft dura 20 segundos, mas uma edição no primeiro registro, o que fica na própria zona microsoft.com, espera as cópias desse registro: a do Google tinha 37 minutos restantes quando verificamos, a da Cloudflare quase a hora inteira, e qualquer resolvedor pode guardá-lo por até essa hora.
Mantenha as cadeias curtas. A RFC 9460 recomenda no máximo 8 apelidos seguidos; o BIND e o Unbound desistem depois de 11, o PowerDNS depois de 10, o Knot depois de 13. O Google e a Cloudflare não publicam limite.
- www.microsoft.comCNAME → www.microsoft.com-c-3.edgekey.neto registro que o dono edita1 hTTL na zona
Uma edição neste registro aparece no Google até as 07:59:03 e na Cloudflare até as 08:22:14 UTC, e em qualquer resolvedor dentro de 1 h.
- www.microsoft.com-c-3.edgekey.netCNAME → e13678.dscb.akamaiedge.net15 minTTL na zona
- e13678.dscb.akamaiedge.netA 23.2.78.94menor TTL20 sTTL na zona
Limites publicados e cadeias reais
- 8 RFC 9460: mais de 8 não é recomendado
- 10 PowerDNS
- 11 BIND, Unbound
- 13 Knot
- Google, Cloudflare: nenhum publicado
CNAME órfão (dangling) e tomada de subdomínio
Um CNAME fica órfão (dangling) quando o destino dele some: um app de nuvem excluído, um bucket esvaziado, um domínio expirado. Se outra pessoa puder criar um recurso com esse nome, ela passa a servir o seu subdomínio e pode até obter um certificado válido para ele.
O DNS mostra isso como uma resposta NXDOMAIN que ainda traz o seu CNAME: o que falta é o destino, não o seu nome (RFC 6604 §3). Isso só funciona em plataformas que dão a cada recurso o próprio nome DNS. Outras respondem a qualquer nome, então um site excluído ali continua resolvendo: nesse caso, verifique o próprio site.
A correção é a ordem: apague o registro DNS antes do recurso e verifique o seu domínio nas plataformas que oferecem isso. Um destino corrigido ainda pode parecer ausente por um tempo: os resolvedores guardam a resposta negativa pelo menor valor entre o TTL do SOA da zona de destino e o campo minimum dele (RFC 2308 §5).
Um destino ausente responde NXDOMAIN
O nome de um recurso excluído para de resolver: nosso veredito é órfão.
- *.azurewebsites.netApp Service
- *.trafficmanager.netTraffic Manager
- *.blob.core.windows.netBlob Storage
- *.cloudapp.netCloud Services
- *.elasticbeanstalk.comElastic Beanstalk
- *.elb.amazonaws.comElastic Load Balancing
- *.pages.devCloudflare Pages
- *.edgekey.nethostname de borda
- *.map.fastly.netnome de mapa
A plataforma responde a qualquer nome
Um site excluído continua resolvendo: nosso veredito é aponta para a plataforma: confira se o site ainda é seu.
- *.github.ioGitHub Pages
- *.netlify.appNetlify
- *.herokuapp.comHeroku
- *.vercel.appVercel
- *.myshopify.comShopify
- *.pantheonsite.ioPantheon
- *.go-vip.netWordPress VIP
- *.webflow.ioWebflow
- *.zendesk.comZendesk
- *.s3.amazonaws.comAmazon S3
- *.azurefd.netAzure Front Door
- *.global.ssl.fastly.nethostname TLS
$ dig shop.example.com A ;; ->>HEADER<<- opcode: QUERY, status: NXDOMAIN ;; ANSWER SECTION: # o seu registro está lá shop.example.com. 3600 IN CNAME example-shop.example.net. ;; AUTHORITY SECTION: # esse destino não existe; os resolvedores podem guardar a ausência por 5 min example.net. 300 IN SOA ns1.example.net. …
Verificações de propriedade que impedem a tomada
- GitHub Pages
TXT _github-pages-challenge-<user>.<domain> - Azure App Service
TXT asuid.<subdomain> - Webflow
TXT _webflow one-time-verification=… - Cloudflare for SaaS
validação do hostname, por TXT ou HTTP - Netlify
bloqueio do domínio, pelo suporte
Como adicionar um registro CNAME (GoDaddy, Cloudflare, Namecheap, Squarespace)
Todo painel de DNS pede as mesmas três coisas: o tipo (CNAME), o host e o destino que a sua plataforma forneceu. No campo do host, digite só o rótulo, www ou shop: o painel acrescenta o seu domínio sozinho.
Digitar o nome completo gera www.example.com.example.com, o motivo mais comum de um CNAME novo "não funcionar". O mesmo acontece num arquivo de zona, onde um nome sem o ponto final é relativo. Na Cloudflare, um registro Proxied esconde o CNAME das consultas: mude-o para DNS only quando uma plataforma precisar verificá-lo.
Depois, confira aqui. Os provedores falam em qualquer prazo entre um minuto e 72 horas; a espera real para um registro alterado é o TTL do registro antigo, e um nome totalmente novo costuma aparecer na hora.
GoDaddyDestino fornecido por Shopify
Name: “sem o domínio, como blog ou shop”; nunca @.
CloudflareDestino fornecido por Webflow
Name: use o seu subdomínio. DNS only mantém o CNAME visível para as consultas; Proxied o esconde.
NamecheapDestino fornecido por Google
Host: só mysubdomain, e não mysubdomain.domain.tld.
SquarespaceDestino fornecido por Framer
Name: não é possível adicionar um CNAME com @ no campo Name.
O que os provedores dizem vs. o TTL
- Route 53em até 1 min, nos próprios servidores
- Namecheap30 min
- GoDaddy1 h, até 48 hTTL padrão 1 h
- Hostingeraté 24 hTTL padrão 4 h
- Squarespacede 24 h a 48 hTTL padrão 4 h
- Gandiaté 72 h
- HostGator Brasilaté 24 hTTL padrão 4 h
o que o provedor dizo TTL padrão dele: por quanto tempo os resolvedores podem guardar o registro antigo
Erro 1014 da Cloudflare: CNAME Cross-User Banned
O erro 1014 aparece quando um nome na Cloudflare aponta, por CNAME, para um nome em outra conta da Cloudflare. A Cloudflare bloqueia isso para que um cliente não possa rotear tráfego pelas configurações de outro.
É permitido dentro de uma zona, entre zonas da mesma conta e pelo Cloudflare for SaaS, em que o dono do destino adiciona o seu nome como hostname personalizado. Essa é a correção quando você aponta um domínio para um SaaS que roda na Cloudflare. Outras causas: um domínio personalizado do R2 cuja zona está em espera (on hold), ou uma zona banida.
Uma consulta só consegue dar uma pista: quando as duas zonas usam os servidores de nomes da Cloudflare, o 1014 é possível se elas estiverem em contas diferentes. O DNS mostra zonas, nunca contas, e um registro com proxy esconde o próprio CNAME, então só um registro DNS only aparece aqui.
Conta A
shop.example.comCNAME → shops.example.net
1014bloqueado entre contas
Conta B
shops.example.netcom proxy · a própria zona do provedor de SaaS
- Mesma zonawww → example.com
- Mesma contauma zona → a zona irmã
- Cloudflare for SaaSo dono do destino adiciona o seu hostname
Outras causas: um domínio personalizado do R2 cuja zona está em espera (on hold), ou uma zona banida.
O que esta ferramenta pode dizer: quando as duas zonas respondem a partir de *.ns.cloudflare.com, um 1014 é possível se as contas forem diferentes. O DNS mostra zonas, nunca contas. Um destino *.cdn.cloudflare.net é o CNAME setup (parcial) da Cloudflare, não SaaS.
CNAME vs. redirecionamento
Um CNAME não é um redirecionamento. Ele só diz ao DNS onde encontrar o endereço; o navegador mantém na barra de endereços o nome que você digitou, envia esse nome ao servidor e espera um certificado para ele.
Por isso as plataformas fazem você adicionar o seu domínio do lado delas também: o servidor delas precisa reconhecer www.example.com e servir um certificado para ele. Um CNAME para um servidor que não conhece o seu nome mostra a página padrão dele ou um erro de certificado.
Para levar visitantes de uma URL a outra, use um redirecionamento HTTP (301 ou 308) num servidor web, ou o recurso de encaminhamento do seu provedor de DNS, que roda um servidor assim para você. O Verificador de Redirecionamento mostra cada salto de um redirecionamento.
CNAMEo nome continua
- DNS:
www.example.com→ CNAMEsites.example.net→ o endereço dele - TLS: o certificado precisa nomear
www.example.com - HTTP:
Host: www.example.com; o servidor precisa conhecê-lo
301a URL muda
- DNS:
example.com→ o registro A de um servidor web - HTTP:
301 Location: https://www.example.net/ - Navegador: carrega a nova URL, que tem a própria consulta DNS
Consulta CNAME: perguntas frequentes
O que é um CNAME?
Como verificar e validar um registro CNAME?
dig www.example.com CNAME no macOS ou no Linux, nslookup -type=cname www.example.com no Windows ou Resolve-DnsName www.example.com -Type CNAME no PowerShell.Qual é a diferença entre um CNAME e um registro A?
Posso colocar um CNAME no meu domínio raiz?
Por que não consigo ver o meu CNAME?
Quanto tempo leva uma alteração de CNAME?
O que é um CNAME órfão (dangling CNAME)?
Quantos CNAMEs podem ser encadeados?
Um CNAME pode apontar para um endereço IP?
Um CNAME é o mesmo que um redirecionamento?
O que significa o erro 1014 da Cloudflare?
Por que os seletores DKIM usam CNAMEs?
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